SINTOMAS POÉTICOS




Escrito por to+paoni às 03:51:56 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




... INCOMUNICÁVEIS POLIGLOTAS

Autodidatas digitais quando longe de seus roedores mouses, longe de seus teclados alados aliados as miras laser(lazer) de suas câmeras ninfas-vermelhas, costumam frequentar as festas da vida (su)real carregando apenas uma bala em suas pisTÔLAS. FaceMUQUES engatilhados invadem as roletas sovi-anti-éticas de bacanais nada bacanas e, fartos de flertes, com sobra de senhas, na falta de caracteres, optam por DESformatar um sistema antigo de processamento de dardos (mas até então atualizado) e uma rede sociALL em que seguindo-favoritando-adicionando-bloqueando ou não, esse ou aquele avatar, ele não só pode como provavelmente estará no mesmo recinto FÍSICO que você em algum momento. Não haverá laranja de ausente, vermelho de ocupado, luazinha de hibernando... O interessante (e perigoso) dos carnavais é nos permitimos tirar as máscaras da rotina pra vestir a fantasia do improviso.

Ao longo da bagaça cada um desfere seu tiro(tara). Eis que uma devassa decisão de mirar num de seus ameaçados/ameaçadores aliados "cool""mina" no recolchete do artefato - feito de libído bêbada - no peito daqueles que definitivamente não estavam no re-SINTO MUITO para isso, e acaba por se alojar na consciência do mesmo que efetuou o desparalelepípedo em sua cabeça ôca. Não fosse a pista de dança a nos afagar os ouvidos, estouraríamos nossos tímpados com os ruídos do eco.

Alguns indivíDUOS quando afastados de suas aldeias cibernéticas passam o tempo a molestar ideias alheias e esquecem de acariciar suas (IN)próprias vidas, suas respectivas primeiras-tramas. Divulgam e vulgarizam seus currículos falhos em vitrines de portifólios vivos e jogam ralo, porta abaixo, seus superpoderes de cobre e silício, descrobrindo num piscar de brindes, numa velocidade supercínica, um novo e dicotômico adjetivo, trágico quase que cômico...

... o de: 'incomunicáveis poliglotas'.

São várias mídias, várias bocas e várias línguas que num repente passam a falar apenas um dialeto: curto, grosso, direto mas mudo ou quase analfabeto.

A aparente imparcialidade de alguns escondeu embaixo da língua, além de um adesivo mágico, um gosto de vingança silenciosa. No meio do truque, uns correram atrás do coelho, outros seguraram o mágico e o restante ainda busca o motivo do espetáculo, que começou sob aplausos e terminou sob chu-chu va-vaias.

De volta a rotina informática, de volta a solidão vigiada por cabos e postais arranca-rabos, resenhas internéticas tentam explicar de forma poética aquilo que não foi nada lindo mas que teve lá sua beleza. Uma beleza um tanto quanto superficial e fantasiada de leis um tanto quanto anárquicas para os padrões de seu delegado.

No fim das contas, dos posts, das saias curtas, das frases prontas, portas enx(CH)utas, do pranto solto, da moça presa, da bicha tonta, da Tira ilesa e datitude lésa, a festa da Lady Ga-ga-ga-ga até-té que fo-foi diverti-ti-ti-ti-ti- tira esse ca-ca-ra daqui ca-ca-ralho!!!!



Escrito por to+paoni às 01:09:15 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






Escrito por to+paoni às 02:47:05 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




INFANTIL – IDADE – ADULTA

 

Quando se é pai, é preciso seguir duas linhas básicas de atuação. Uma delas é mergulhando no universo INFANTIL, que consiste em agir de maneira descontraída e engraçada sem ser boboca, de modo inteligente e perspicaz sem ser prepotente e de um jeito conquistador e persuasivo sem que necessariamente sejamos chantagistas. Pois por mais que estejamos mergulhando na infantilidade, isso não significa que tenhamos que agir com imaturidade, já que nessa circunstância estamos apenas representando o papel de uma criança. No entanto, temos que lembrar que infantilidade não é sinônimo de inferioridade. Friamente analisando, as únicas coisas que nos separam das crianças são a diferença etária e o sentido ético. No mais, são seres tão ou mais inteligentes que nós adultos. Isso porque além de possuírem maior capacidade de armazenar informações, as crianças utilizam seu potencial questionador em prol do conhecimento e da transformação (ao contrário de nós, meros acomodados à ordem natural das coisas). Portanto isso comprova, pelo menos pra mim, que intelectualmente a molecada é mais ágil e arejada. Resumidamente, atuar na primeira linha de atuação é se equivaler em termos recreativos às situações lúdicas nas quais o universo da criança opera.

 

A outra linha acontece quando temos de exercer nossa porção ADULTA, autoritária e moralista nos momentos de repreender, alertar, educar. Nessas horas, mesmo que não se tenha experiência tampouco sustentação psicológica para agir de forma madura, o pai deve se comportar como se tivesse... é justamente aí onde o pai aprende a SE educar. Crianças assimilam rapidamente o NÃO, embora o utilizem para nos responder e não para nos ouvir.   

 

No mais, é extremamente complexa a prática dessas duas linhas (adulta e infantil), já que ambas se completam ao mesmo tempo em que se confundem em meio às situações, sejam elas provocadas pela(s) criança(s) ou pelos pais. Não temos como separar as duas condutas, ao passo em que não temos como não segui-las.

 

Eis minhas primeiras impressões filosóficas sobre a paternidade... Como diz o velho deitado: Não basta ser pai, tem que participar!

 

To+ Pai-one 



Escrito por to+paoni às 02:50:52 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




A SERINGA E O CONTA-GOTAS...

Não é a rotina que me cansa. Fugir dela é que me esgota. Mas nem por isso me rendo. Emendo com uma nova dança (cansATIVA) que disfarça mas que cessa quando a repentina festa me descansa.

Não é a pressa nem a preguiça... é a balança... que quando enguiça não compensa e se funciona nada alcança. Pelo contrário. Só confirma que o equilíbrio é um híbrido de suicídio e esperança.

Equilibrar-se, segundo o pai dos (menos) burros é manter-se numa posição normal, sem oscilações ou desvios. Ora porra! Como se a vida fosse proporção e não gangorra! É imprescindível oscilar e desviar. Só aquele que brinca com os extremos sabe da (des)importância do beatificado equilíbrio exigido pela massa ignorância.

Caso vire pedra, peso morto, empaco e perco de tudo um pouco. No entanto, parado, também deixo de ganhar aquilo que uma hora vou perder, querendo eu ou não. Por outro lado... ou pelo avesso, inverso, virado... se viro lança, chego muito rápido ao destino, a ponto de me esquecer que o caminho é quase sempre mais importante que a chegada. E que a dança, em descompasso ou ritmada, é muito mais louvável que o bailarino.

Tomás Paoni, 23 de junho de 2010
... texto dedicado a

 

Carol Lemon http://carollemon.blogspot.com/ 

 

Filipe Ret http://www.maximasretianas.blogspot.com/



Escrito por to+paoni às 12:12:19 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






Escrito por to+paoni às 11:23:23 PM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Em breve mais um livreto... depois do caótica, uma poética por entre tímpanos, martelos e coração... afinal, somos todos feitos de carne, osso e som...



Escrito por to+paoni às 04:07:37 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




de marcelo dolabela...

 



Escrito por to+paoni às 01:52:27 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






O poeta
às margens
borda

A poesia
beira

O poeta
projeta
barragens

A poesia
transborda



Escrito por to+paoni às 04:23:41 AM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]






bonjour
mon petit (gl)amour !

c'est toujours un plaisir
pour nous

un baiser
des poèmes
et rien plus

tom



Escrito por to+paoni às 07:39:17 PM
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, BOTAFOGO, Homem, de 26 a 35 anos
MSN - tomaspaoni@hotmail.com
Histórico
Categorias
  Todas as Categorias
  Link
Outros sites
  tralha malocada
  PIVVO
  cep 20.000
  chacalog
  arruda
  blog concretismo
  artéria 8
  portal literal
  eraOdito
  book link
  fotolog clan
  fotolog maíra
  banksy
  poema show
  rádio kaos
  poesia e outras bobagens
  revista bula
  CBJE
  pnob
  gibizada
  blocos
  Leminski
  bossa ever nova
  poesia visual brasiliera
  versos & acordes
  michel melamed
  movimento arte jovem
  ratos diversos
  marcelo nietzsche
  verbologue
  sachet de idéias
  poesia visual
  ciclope
  joaquim branco
  palavrorio
  artecno
  augusto de campos
  arnaldo antunes
  gabriel marcondes
  edmar oliveira
  filipe ret
  carol lemon
Votação
  Dê uma nota para meu blog