SINTOMAS POÉTICOS


INFANTIL – IDADE – ADULTA

 

Quando se é pai, é preciso seguir duas linhas básicas de atuação. Uma delas é mergulhando no universo INFANTIL, que consiste em agir de maneira descontraída e engraçada sem ser boboca, de modo inteligente e perspicaz sem ser prepotente e de um jeito conquistador e persuasivo sem que necessariamente sejamos chantagistas. Pois por mais que estejamos mergulhando na infantilidade, isso não significa que tenhamos que agir com imaturidade, já que nessa circunstância estamos apenas representando o papel de uma criança. No entanto, temos que lembrar que infantilidade não é sinônimo de inferioridade. Friamente analisando, as únicas coisas que nos separam das crianças são a diferença etária e o sentido ético. No mais, são seres tão ou mais inteligentes que nós adultos. Isso porque além de possuírem maior capacidade de armazenar informações, as crianças utilizam seu potencial questionador em prol do conhecimento e da transformação (ao contrário de nós, meros acomodados à ordem natural das coisas). Portanto isso comprova, pelo menos pra mim, que intelectualmente a molecada é mais ágil e arejada. Resumidamente, atuar na primeira linha de atuação é se equivaler em termos recreativos às situações lúdicas nas quais o universo da criança opera.

 

A outra linha acontece quando temos de exercer nossa porção ADULTA, autoritária e moralista nos momentos de repreender, alertar, educar. Nessas horas, mesmo que não se tenha experiência tampouco sustentação psicológica para agir de forma madura, o pai deve se comportar como se tivesse... é justamente aí onde o pai aprende a SE educar. Crianças assimilam rapidamente o NÃO, embora o utilizem para nos responder e não para nos ouvir.   

 

No mais, é extremamente complexa a prática dessas duas linhas (adulta e infantil), já que ambas se completam ao mesmo tempo em que se confundem em meio às situações, sejam elas provocadas pela(s) criança(s) ou pelos pais. Não temos como separar as duas condutas, ao passo em que não temos como não segui-las.

 

Eis minhas primeiras impressões filosóficas sobre a paternidade... Como diz o velho deitado: Não basta ser pai, tem que participar!

 

To+ Pai-one 



Escrito por to+paoni às 02:50:52 AM
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A SERINGA E O CONTA-GOTAS...

Não é a rotina que me cansa. Fugir dela é que me esgota. Mas nem por isso me rendo. Emendo com uma nova dança (cansATIVA) que disfarça mas que cessa quando a repentina festa me descansa.

Não é a pressa nem a preguiça... é a balança... que quando enguiça não compensa e se funciona nada alcança. Pelo contrário. Só confirma que o equilíbrio é um híbrido de suicídio e esperança.

Equilibrar-se, segundo o pai dos (menos) burros é manter-se numa posição normal, sem oscilações ou desvios. Ora porra! Como se a vida fosse proporção e não gangorra! É imprescindível oscilar e desviar. Só aquele que brinca com os extremos sabe da (des)importância do beatificado equilíbrio exigido pela massa ignorância.

Caso vire pedra, peso morto, empaco e perco de tudo um pouco. No entanto, parado, também deixo de ganhar aquilo que uma hora vou perder, querendo eu ou não. Por outro lado... ou pelo avesso, inverso, virado... se viro lança, chego muito rápido ao destino, a ponto de me esquecer que o caminho é quase sempre mais importante que a chegada. E que a dança, em descompasso ou ritmada, é muito mais louvável que o bailarino.

Tomás Paoni, 23 de junho de 2010
... texto dedicado a

 

Carol Lemon http://carollemon.blogspot.com/ 

 

Filipe Ret http://www.maximasretianas.blogspot.com/



Escrito por to+paoni às 12:12:19 AM
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Escrito por to+paoni às 11:23:23 PM
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