SINTOMAS POÉTICOS


... INCOMUNICÁVEIS POLIGLOTAS

Autodidatas digitais quando longe de seus roedores mouses, longe de seus teclados alados aliados as miras laser(lazer) de suas câmeras ninfas-vermelhas, costumam frequentar as festas da vida (su)real carregando apenas uma bala em suas pisTÔLAS. FaceMUQUES engatilhados invadem as roletas sovi-anti-éticas de bacanais nada bacanas e, fartos de flertes, com sobra de senhas, na falta de caracteres, optam por DESformatar um sistema antigo de processamento de dardos (mas até então atualizado) e uma rede sociALL em que seguindo-favoritando-adicionando-bloqueando ou não, esse ou aquele avatar, ele não só pode como provavelmente estará no mesmo recinto FÍSICO que você em algum momento. Não haverá laranja de ausente, vermelho de ocupado, luazinha de hibernando... O interessante (e perigoso) dos carnavais é nos permitimos tirar as máscaras da rotina pra vestir a fantasia do improviso.

Ao longo da bagaça cada um desfere seu tiro(tara). Eis que uma devassa decisão de mirar num de seus ameaçados/ameaçadores aliados "cool""mina" no recolchete do artefato - feito de libído bêbada - no peito daqueles que definitivamente não estavam no re-SINTO MUITO para isso, e acaba por se alojar na consciência do mesmo que efetuou o desparalelepípedo em sua cabeça ôca. Não fosse a pista de dança a nos afagar os ouvidos, estouraríamos nossos tímpados com os ruídos do eco.

Alguns indivíDUOS quando afastados de suas aldeias cibernéticas passam o tempo a molestar ideias alheias e esquecem de acariciar suas (IN)próprias vidas, suas respectivas primeiras-tramas. Divulgam e vulgarizam seus currículos falhos em vitrines de portifólios vivos e jogam ralo, porta abaixo, seus superpoderes de cobre e silício, descrobrindo num piscar de brindes, numa velocidade supercínica, um novo e dicotômico adjetivo, trágico quase que cômico...

... o de: 'incomunicáveis poliglotas'.

São várias mídias, várias bocas e várias línguas que num repente passam a falar apenas um dialeto: curto, grosso, direto mas mudo ou quase analfabeto.

A aparente imparcialidade de alguns escondeu embaixo da língua, além de um adesivo mágico, um gosto de vingança silenciosa. No meio do truque, uns correram atrás do coelho, outros seguraram o mágico e o restante ainda busca o motivo do espetáculo, que começou sob aplausos e terminou sob chu-chu va-vaias.

De volta a rotina informática, de volta a solidão vigiada por cabos e postais arranca-rabos, resenhas internéticas tentam explicar de forma poética aquilo que não foi nada lindo mas que teve lá sua beleza. Uma beleza um tanto quanto superficial e fantasiada de leis um tanto quanto anárquicas para os padrões de seu delegado.

No fim das contas, dos posts, das saias curtas, das frases prontas, portas enx(CH)utas, do pranto solto, da moça presa, da bicha tonta, da Tira ilesa e datitude lésa, a festa da Lady Ga-ga-ga-ga até-té que fo-foi diverti-ti-ti-ti-ti- tira esse ca-ca-ra daqui ca-ca-ralho!!!!



Escrito por to+paoni às 01:09:15 AM
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